quarta-feira, 28 de julho de 2010

Isabelle Rathery fala da montagem no VI SemCine

Isabelle Rathery/foto I.Kirsch

Isabelle Rathery/foto M.Quay

Michelange Quay/foto I.Kirsch

Juliana Guanais e Isabelle Rathery/foto M.Quay

A mesa redonda A arte da montagem reuniu hoje no VI SemCine, profissionais conceituados da montagem Suzan Korda (EUA), Isabelle Rathery (França), Peter Przygodda (Alemanha) e Ricardo Miranda (Brasil). Todos eles já montaram para grandes diretores do planeta, Walter Salles, Jacques Doillon, Wim Wenders ou Glauber Rocha, entre outros.
A montagem no cinema, para alguns, constitui o umbigo do filme. A mesa de corte, hoje digitalizada, é o lugar onde se escreve o cinema? Pode-se consertar um filme pela sua montagem? É possível estragá-lo?
Na verdade, o que a discussão ressalta, é o papel e o posicionamento paradoxal do montador. Ele é um trabalhador, artista também, mais antes de tudo, um trabalhador. Segundo Isabelle Rathery, o montador é um autor, mais um autor que mergulha no universo do diretor. O montador é parte do processo de criação, mas é melhor que ele fique fora do palco. O montador obedece ao diretor mas não confia nele.
Cada participante falou da sua experiência, do seu relacionamento com diretores, em épocas diferentes. Hoje com a montagem digital, o tempo de reflexão se encurta ao mesmo tempo em que as versões da mesma seqüência se multiplicam, gerando o perigo de perda de senso crítico. A liberdade é a opção. A qualidade é a escolha certa.

Isabelle Rathery e Suzan Korda estão oferecendo uma oficina de montagem cinematográfica. Suzan pergunta: você filma perfeitamente uma cena atores, movimentos de câmera, iluminação e, tudo funciona ainda melhor do que você esperava. Mais tarde, durante a edição, você percebe que esta bela cena realmente não se encaixa na dramaturgia. E agora?
Durante a oficina, as montadoras pretendem levar cada participante a um passeio para explorar a magia do processo de edição.
Não perca: 29 e 30.07, 14h, oficina, A Montagem cinematográfica, I. Rathery e S.Korda, Teatro M.Gonçalves (UFBA).

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pesquisador Patrick Emedy acaba sua viagem no Reconcavo Bahiano

Feira de segunda feira de Santo Amaro

Praia de Itapema-Santo Amaro


Praia da Itapema-Santo Amaro
fotos/Patrick Emedy



Praia de Itapema, município de Santo Amaro: Uma onda branca se joga no mar. As baianas vestidas de saias e turbantes típicos estavam reunidas nessa pequena praia do recôncavo para oferecer o presente para Yemanjá, mãe das águas e da maioria dos orixás. A cesta de flores, perfumes e sabonetes foi carregada ao longo do caminho pelos filhos e filhas de Santo. A viagem começou desde o mercado de Santo Amaro onde aconteceu a festa do Bembé do mercado. Um caminhão saiu de lá de manhã levando a cesta de presente e o máximo possível de participantes. Três ônibus e dezenas de carros individuais formaram o comboio que deu umas voltas agitadas na cidade antes de pegar a estrada em direção do mar. Do alto da boléia do caminhão, nem o sol nem a chuva pararão o ritmo dos filhos de Santo. Cantos, danças e alegria, esse domingo era dia de festa. Um barco, estacionado no mar, esperou as últimas ofertas antes de desaparecer no horizonte. Agora é só cuidar para que a cesta não volte à terra, pois significaria que Yemanjá não gostou do presente!

Feira da Segunda-feira, Município de Santo Amaro: As ruas ficam cheias desde cedo. Cheiros de camarão seco, de carne de fumeiro ou de caranguejo... Alguns do melhores chefs de Salvador de Bahia já conhecem muito bem a dica. Edinho Engel, Beto Pimentel ou Thereza Paim gostam de comprar na feira de Santo Amaro. Encontram-se aqui produtos típicos incomparáveis, produzidos nessa região rica do Recôncavo. O mercado, no centro da feira tem diversas qualidades de farinhas. Além do``terroir´´, a maneira de secar e de peneirar modifica também o sabor! O lugar certo para jogar com os cinco sentidos e treinar-se na degustação! Em caso de fome, não procure mais e aproveite a maniçoba da Cida, escondida numa esquina do mercado.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Armindo Bião representa a Bahia na França acadêmica

Ariane Mnouchkine dá as boas vindas ao público do Théâtre du Soleil
/foto A.Bião
Bião ao lado do mago Jean-Jacques Lemêtre e do anjo Maria Adroher
Armindo Bião já está na França há alguns dias para participar de eventos acadêmicos. Entre eles um encontro sobre o pensamento de Georges Bataille na Sorbonne com pesquisadores franceses e europeus, lembrando que a obra de Bataille, profundamente transversal e singular, diz repeito a literatura, sociologia, política, arte ou filosofia.
Bião também participa do colóquio SOFETH no Musée du Quai Branly, sobre as transformações e as reivindicações que dizem respeito à identidade. Fala-se da criação artística no Tibet, do tango, da obra do coreógrafo belga Alain Platel, do figurino no teatro, do teatro filmado, do teatro em Samoa, no Benin, no Irã ou dos ameríndios do Canadá, entre outros, e last but not least de etnocenologia com uma trinca de peso: nosso amigo Bião, Jean-François Dusigne e Jean-Marie Pradier.

Mas como nem só de trabalho vive o homem, Armindo Bião aproveitou sua estada em Paris e deu um pulinho na Cartoucherie de Vincennes para assistir a mais recente criação de Ariane Mnouchkine para o Théâtre du Soleil, Les Naufragés du fol espoirOs Náufragos da louca esperança – um espetáculo visual e emocionante que trata no palco da realização de um filme no começo do século XX. Um espetáculo que fala de aventura, de política, de ideais, de amor, de esperança e ... de cinema.

domingo, 6 de junho de 2010

Festival de cinema francês chega a Salvador


P.Sabaté, Y.Lo-Pinto, B.Peyrefitte, I.Kirsch e S.Gueddes
Irène Kirsch
Gilles e Sylvie Clavreul
I.Kirsch e Michel Esteban
I.Kirsch e Armindo Bião
Estudantes e professores de francês
Deolinda Vilhena, Armindo Bião e amiga
Michel Esteban e Anna Bittencourt
Paulo Henrique Soares Pereira
Y.Lo-Pinto, Stéphane e N.Gounin
Deolinda Vilhena e Maiara Liberato
Professoras de francês
Sonia e Daniel Huet
Jorge Alberto Morillo Doria
Gereba Barreto e Yves Lo-Pinto
fotos I.Kirsch e D.Vilhena

Chegou a Salvador a edição 2010 do Festival Varilux de Cinema Francês organizado pela Unifrance com apoio da Embaixada da França no Brasil e da Delegação das Alianças Francesas produzido pela BonFilm.
Até dia 10 de junho serão 10 filmes inéditos, entre os melhores da produção recente, que vocês podem assistir no Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha.

Com a presença de mais de 100 espectadores, a mostra abriu com a projeção de O Profeta (Un Prophète, 2008) de Jacques Audiard com Tahar Rahim e Niels Arestrup, que venceu o Prêmio Especial do Festival de Cannes e 9 Prêmios César 2010. O filme mergulha no universo carcerário e revisita de modo ultra-contemporâneo o filme de prisão. São mais de duas horas de emoção bruta com atores fora de série.

Quem veio especialmente para a ocasião foi Yves Lo-Pinto Cônsul Geral da França para o Nordeste. Baseado em Recife o Cônsul teve oportunidade de encontrar o público após a projeção durante o delicioso coquetel preparado por Gilles e Sylvie Clavreul.

Até dia 10 :
O Pequeno Nicolau, Oceanos, O Refúgio, 8 vezes de pé, Coco Chanel & Igor Stravinsky, Hadewijch, Faça-me feliz!, Um outro caminho
Confira a programação:

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mais culinária no Recôncavo baiano

As paparutas, Dona Zilda e sua filha e P.Emedy
Ilha do Paty com Altamirando de Amuri, coordenador das paparutas
A dança das Paparutas

Ilha do Paty – Distrito de São Francisco do Conde. Em torno de 180 pessoas vivem nessa pequena ilha. Essa comunidade, considerada como antigo quilombo segundo os habitantes é guardiã de um grande patrimônio cultural: a dança das Paparutas. Esse grupo de 18 mulheres negras coordenado pelo Altamirando de Amuri, é acompanhado de 11 músicos de 16 a 80 anos. Toda comunidade participa da festa que começa em casa: cada uma das Paparutas prepara um prato típico como uma frigideira de siri, uma moqueca de camarão, um caruru ou acarajés. Elas saem depois de casa dançando no ritmo dos tambores com o prato na cabeça. Chegando à pracinha, começa o jogo de Aia, dona da cozinha, quem fica no centro da ronda. Dançando colher de pau na mão, ela aprova ou desaprova os pratos realizados. Quase secular, a manifestação permite resgatar muitos aspectos da cultura baiana como a música, a culinária ou os trajes tradicionais.
Para contato com Patrick: patrickemedy@gmail.com

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Patrick Emedy continua sua viagem culinária no Recôncavo baiano

Claudemiro Oliviera Diaz, Úrsula Flávia Gomes Pinto e P.Emedy

Dona Amélia e seu doce de banana na palha

Fazenda Engenho d'Água (São Francisco do Conde)

Encontro com Claudemiro Oliviera Diaz, Secretário municipal da Cultura e do Turismo e Úrsula Flávia Gomes Pinto, Gerente de Turismo que deram apoio à pesquisa de campo. São Francisco do Conde, cidade do camarão é conhecida pelos seus frutos do mar. O Sr. Clarivaldo, presidente da colônia de pescadores sublinha a importância dos peixes para a região e defende a pesca tradicional em vez da pesca com bombas. Entretanto, passando em São Francisco do Conde, não se pode deixa de conhecer os doces locais, como as balas de Jenipapo o os doces de banana na palha de Dona Amélia.
Fazenda Engenho d’Água – Distrito de Monte Recôncavo – Município de São Francisco do Conde. Construída no século XVIII, essa fazenda de estilo neoclássico estava em ruínas quando Mário Augusto Nascimento Ribeiro comprou-a em 2002. Ele decidiu restaurá-la e arrumá-la respeitando a arquitetura e o estilo da época no objetivo de resgatar esse monumento histórico. Mais de 300 escravos trabalhavam nesse antigo engenho de açúcar até fim do século XIX. Hoje, o cacau é a produção principal, a roça corre sobre 2 milhões de m2. Dessa fruta tudo se aproveita: as sementes são exportadas para confecção do chocolate enquanto a polpa serve de base para sucos cremosos. E mais raro, se usa a também a parte central da fruta, conhecida como sibira, que segura as sementes, para fazer um doce, conhecido como doce de sibira.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Show baiano em Paris

Carlinhos Brown e Marc Benaïche/foto divulgação
Margareth Menezes e Carlinhos Brown/foto divulgação

a Mix Box/foto divulgação

Para comemorar o Dia internacional da diversidade cultural para o diálogo e o desenvolvimento, Carlinhos Brown e Margareth Menezes fizeram um show especial para convidados no Mondomix em Paris dia 20. Nesta ocasião, tambem se falou do Centro de Música Negra, projeto de Marc Benaïche, diretor de Mondomix. O Centro tem inauguração prevista para 2011 no Museu du Ritmo.