sexta-feira, 14 de maio de 2010

Embasa completa 39 anos com show de Carlinhos Brown e Neojibá no TCA

O Pdte da Embasa A.Oliveira com o Governador J.Wagner e R.Castro

Carlinhos Brown e Orquestra Juvenil 2 de julho
Carlinhos Brown e Orquestra Juvenil 2 de julho
fotos Manu Dias AGECOM

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa) comemorou, nesta quinta-feira (13), 39 anos de fundação com muitos serviços prestados na área de esgotamento sanitário e fornecimento de água. Atualmente, a Embasa é a principal executora do programa estadual Água para Todos, que já atendeu mais de 2,5 milhões de pessoas na Bahia e visa melhorar os indicadores de saúde e de qualidade de vida de 3,5 milhões de baianos.
Os 39 anos da Embasa foram comemorados no Teatro Castro Alves. O evento contou com as apresentações de Carlinhos Brown, da Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho e do coral da companhia, o Água Viva e contou com a presença do Governador Jaques Wagner, acompanhado da primeira dama Fátima Mendonça e do Presidente da Embasa Abelardo Oliveira. Carlinhos Brown cantou acompanhado pela Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho formada por jovens entre 12 e 25 anos, e encerrou a apresentação cantando Planeta Água grande sucesso de Guilherme Arantes levando ao delírio à platéia do Castro Alves.

Carlinhos Brown segue para França onde ele se apresenta na 35ª edição de Festival Musiques Métisses em Angoulême dia 22 de maio, com Margareth Menezes. Aliás, Carlinhos está nas ruas de Paris em posters gigantes, para comemorar o Dia internacional da diversidade cultural para o diálogo e o desenvolvimento, evento promovido por Mondomix, criador do Centro de Musica Negra. Os baianos oferecem um showcase no Mondomix em Paris dia 20.

Também amigos e parceiros da França, a Neojibá e o maestro Ricardo Castro, marcaram presença na festa. A parceria iniciada no âmbito do Ano da França no Brasil os une em um projeto desenvolvido com técnicos franceses, um projeto de luteria que visa a restaurar instrumentos e formar jovens profissionais na área.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Música francesa na Série Quintas Sinfônicas da OSBA

Muito aplaudida por uma plateia jovem e entusiasta, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) apresentou ontem peças de Schubert (Abertura em ré maior, D590) e Schumann (Sinfonia n°4), e o Concerto para violino nº. 3 em Si Menor, Op. 6, de Saint Saëns sob a regência do maestro Benoît Willmann e a participação do violinista Emmanuele Baldini.

A OSBA dividiu o palco com o violinista Emmanuele Baldini na execução do Concerto para violino nº. 3 em Si Menor, Op. 6, do compositor francês Camille Saint Saëns. A peça, dedicada ao espanhol Pablo de Sarasate e estreada em 1881, é original nos detalhes e clássico na sua construção, com estrutura clara e harmonia tradicional.

Benoît Willmann nasceu em Paris em 1967. Paralelamente à sua carreira de instrumentista na Orchestre de la Suisse Romande (OSR), ele obteve, em 2003, o diploma de Regente no Conservatório Superior de Genebra. Foi diretor artístico e regente da Sinfonietta de Genebra, orquestra com a qual realizou varias turnês na Suiça, Itália e França. Desde 2004, ele é convidado a reger as orquestras da Academia de Música Tibor Varga, e do Conservatório Superior de Música de Genebra para as classes de orquestrações e de composições. Em 2008, fundou a orquestra Camerata Armin Jourdan, constituída de músicos membros da OSR, assumindo a direção artística e a regência.
Emmanuele Baldini se apresenta em recitais nas principais cidades européias e participa de longas turnês pela América do Sul, Austrália, Estados Unidos e Japão. Atualmente, integra o Quarteto Osesp com Cláudio Cruz, Johannes Gramsch e Davi Graton.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Senghor : o poeta presidente

Celina Scheinovtiz/foto I.Kirsch

A Associação de Professores de Francês do Estado da Bahia (APFEBA) recebeu, no último dia 20, a Professora Celina Scheinowitz para a palestra Léopold Sédar Senghor. Conversa em torno de um poeta-presidente, realizada na Aliança francesa.

Escritor, poeta, cantor da Négritude, príncipe negro das letras francesas, pai da independência do Senegal, várias vezes presidente, Léopolod Sédar Senghor faz parte da história e da atualidade. Sua voz poética caracteriza-se pelo sincretismo e pela mestiçagem cultural. Ele é considerado como um dos pais fundadores da Francofonia.
Celina Scheinowitz falou da vida e da obra de Senghor para um público conhecedor, composto essencialmente de estudantes et professores.
Em sua palestra, Celina Scheinowitz destacou aspectos biográficos e literários e fez uma análise brilhante da quarta Elégie Majeure do poeta. Conversou com o público também a respeito do processo político na África e, mais particularmente, no Senegal.

Celina está a caminho de Paris para o lançamento do seu livro L.S. Senghor. Élégies (L’Harmattan).

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Cônsul Geral da França para o Nordeste fala das relações franco-brasileiras em Salvador

Yves Lo-Pinto/foto I.Kirsch
Y.Lo-Pinto com estudantes franceses na UFBA/foto I.Kirsch

A Aliança francesa recebeu, no dia 15 de abril, Yves Lo-Pinto, Cônsul Geral da França para o Nordeste, para uma palestra inédita intitulada O Brasil visto pela França: um parceiro estratégico.

A França e o Brasil mantêm relações antigas. Mas isso não cria laços suficientes para dar a impressão de que a relação bilateral é evidente e que deva ser densa, forte, diversa... Quais são, então, os motivos que fizeram a França e o Brasil considerar, há pouco mais de dez anos, que deviam reforçar consideravelmente suas relações e trabalhar juntos num maior número de assuntos?

O Brasil é, hoje, um ator primordial no jogo político mundial. O Brasil também está se tornando um líder regional. O Brasil, tal como a França, estima que o mundo deva ser organizado de maneira multipolar e, por ser o Brasil uma democracia, que esta visão pode ser compartilhada.

A parceria estratégica que une a França e o Brasil contempla um plano de ação que abrange um grande número de assuntos multilaterais: a crise financeira e as reformas da governança econômica mundial e das Nações Unidas, mas também do meio ambiente, da biodiversidade, das questões transfronteiriças, da África ou da América Latina.
É com esse diálogo que poderemos, juntos, fazer com que o mundo seja mais bem governado.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Professor Olivier Mongin fala da cidade na hora da mundialização na UFBA

Professor Olivier Mongin
Prof. O.Mongin e Chantal Spielmann
Professora Elsa Kraychete
fotos I.Kirsch

O Instituto de Humanidades, Artes e Ciências e o SCAC Salvador receberam dia 30 o Professor Olivier Mongin, antropólogo e filósofo, para uma palestra inédita sobre a cidade na hora da mundialização.

A palestra contou com a presença do Professor Sérgio Farias, diretor adjunto do IHAC, da Professora Elsa Kraychete e do Professor Djalma Thürler, co-organizadores do evento com o SCAC Salvador.

Em sua palestra, Olivier Mongin analisou as tendências que pesam no desenvolvimento das cidades hoje e as dificuldades que elas encontram no seu crescimento. Como a arquitetura cria práticas urbanas mais democráticas? Como habitamos em um lugar? Como organizar o espaço para viver bem?
Eis são as perguntas básicas discutidas hoje na reflexão sobre o crescimento das cidades no mundo.
O professor citou o exemplo de Brasília que existe por conta de um gesto político. A cidade necessita dos gestos políticos. O gesto político é necessário para viver junto.
Convidou a refletir sobre a importância do local, da paisagem, particularmente quando é forte, como em Salvador por exemplo. Como valorizar a paisagem que existia antes da cidade? Como criar e valorizar espaços públicos que são um bem coletivo?

O público, de mais de 130 pessoas, essencialmente composto de estudantes em comunicação, urbanismo e arquitetura e de profissionais da área, apontou a questão do papel do Estado na organização da cidade e a formação de bairros autônomos que ameaçam virar guetos, questões que dizem respeito a todo cidadão.

Camus em Salvador: O Estrangeiro dirigido por Vera Holtz

D.Vilhena, A.Paolilo, V.Holtz, I.Kirsch, G.Leme/foto A.Gondim
Guilherme Leme/foto A.Gondim
Guilherme Leme/foto A.Gondim


O Mês do Teatro trouxe para Salvador o texto francês O Estrangeiro no Teatro do SESC Pelourinho lotado.

O Estrangeiro é o romance mais conhecido de Albert Camus. A adapatação do texto de Camus para teatro, cuja direção sensível e inteligente de Vera Holtz, traz para a plateia a tragédia de um homem que perdeu a mãe, mata um homem e acaba sendo condenado por conta de sua atitude honesta, inadequada com o que a sociedade espera. Sozinho no palco, Guilherme Leme, encarna com sinceridade e talento Meursault, o protagonista e narrador do romance, um homen sincero, lúcido, honesto e profundamento solitário. Estrangeiro ao mundo por conta do seu ideal absoluto de verdade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O Théâtre du Soleil no Vila Velha

Deolinda Vilhena

Armindo Bião e Antonia Perreira
Antonia Perreira
Vinicius de Oliveira (diretor do TVV)
Cristina Castro
Fritz Junior
Maiara Liberato
Lançamento da Revista Repertorio
fotos I.Kirsch

O Teatro Vila Velha recebeu dia 23 Deolinda Vilhena, Doutora em Teatro pela Sorbonne, para um bate papo sobre o famoso Théâtre du Soleil apos a projeção do filme, inédito no Brasil, Ariane Mnouchkine, l’aventure du Théâtre du Soleil de Catherine Vilpoux.

O filme que conta o percurso único da trupe fundada e dirigida por Ariane Mnouchkine, mostra imagens da juventude da diretora, os momentos fortes da sua profissional imagens de espetáculos emblemáticos, La Cuisine, 1789, Henri II, Le Dernier Caravansérail ou Les Éphémères que o público de Porto Alegre e São Paulo teve a sorte de assistir em 2007.

As entrevistas dos fundadores, atores, componentes, amigos, pesquisadores da trupe, e last but not least, da própria Ariane, revelam um pouco do mistério da companhia, sempre em busca da excelência. O público do Vila Velha oscilava entre apaixonado e emocionado.

Após o filme, Deolinda Vilhena, professora conferencista da USP entre várias atividades, contou com seu humor habitual histórias dos bastidores do Théâtre du Soleil, que ela frenquenta há dez anos; dos quais seis como pesquisadora e depois como amiga da companhia.

A França se faz presente na noite de hoje do Mês do Teatro no Vila com a projeção do filme A Sinfonia do besouro de James Thiérrée, neto do grande e inesquecível Charles Chaplin. No Vila às 19h com entrada franca. Vá ao Vila velho...