O Ano da França do Brasil trouxe para Salvador a estreia do espetáculo francês Combate de negro e de cães no Teatro Molière da Aliança francesa.
Combate de negro e de cães é um texto de Bernard-Marie Koltès, cuja direção sensível e inteligente de Philip Boulay, que há anos encena Koltès mundo afora, traz para a plateia os dramas domésticos de um grupo de pessoas de um canteiro de obra na África, isolado, e cercado por um mundo desconhecido e hostil.
O texto de Koltès cru, engraçado ou trágico, é servido por atores que incarnam seus personagens com sinceridade e talento. AC Costa, Carlos Betão, Marinho Gonçalves e Marita Ventura ocupam o palco com muita competência e generosidade. O texto de Koltès, também generoso, nos obriga a enxergar a mediocridade humana, o desejo, o racismo ou o medo que podem despertar em cada um de nós. O cenário e a luz, simples na técnica, e a música seja ela rock ou os sons da África completam o espetáculo.
A proximidade física da plateia e do palco acentua a tensão e a empatia entre os atores e o público. Dessa vez, a economia de meios não significa economia de teatro. Estamos no teatro, por mais de três horas dentro de uma história.
Não percam, o francês Philip Boulay está fazendo um belo trabalho com seu elenco brasileiro!
Em cartaz no Teatro Molière, na Aliança francesa, até 19 setembro (quinta a domingo)
Combate de negro e de cães é um texto de Bernard-Marie Koltès, cuja direção sensível e inteligente de Philip Boulay, que há anos encena Koltès mundo afora, traz para a plateia os dramas domésticos de um grupo de pessoas de um canteiro de obra na África, isolado, e cercado por um mundo desconhecido e hostil.
O texto de Koltès cru, engraçado ou trágico, é servido por atores que incarnam seus personagens com sinceridade e talento. AC Costa, Carlos Betão, Marinho Gonçalves e Marita Ventura ocupam o palco com muita competência e generosidade. O texto de Koltès, também generoso, nos obriga a enxergar a mediocridade humana, o desejo, o racismo ou o medo que podem despertar em cada um de nós. O cenário e a luz, simples na técnica, e a música seja ela rock ou os sons da África completam o espetáculo.
A proximidade física da plateia e do palco acentua a tensão e a empatia entre os atores e o público. Dessa vez, a economia de meios não significa economia de teatro. Estamos no teatro, por mais de três horas dentro de uma história.
Não percam, o francês Philip Boulay está fazendo um belo trabalho com seu elenco brasileiro!
Em cartaz no Teatro Molière, na Aliança francesa, até 19 setembro (quinta a domingo)