A pesquisadora francesa Profa. Dra. Marie-Rose Abomo-Maurin, coordenadora do grupo de pesquisa internacional Littératures au Sud, estará na UEFS, no período de 31/08 a 30/09/2012, onde ministrará aulas de Literaturas francófonas africanas e fará oficinas de conversação em francês.
Com um invejável currículo que contempla publicação de inúmeros livros, capítulos de livros, artigos e comunicações, além de participação em inúmeros congressos e outras manifestações científicas, a Profa. Dra. Marie-Rose Abomo-Maurin é também tradutora para o francês de obras escritas em línguas africanas, além de contista e romancista. Segundo o Coordenador do Curso de Especialização Vozes da Francofonia, Prof. Dr. Humberto Luiz Lima de Oliveira, a presença da Profa. Dra. Marie-Rose Abomo-Maurin permitirá também o desenvolvimento de atividades resultantes de pesquisas conjuntas com o Centro de Estudos em Literaturas e Culturas franco-americanas do qual a pesquisadora faz parte, tais como edição de livros, organização de congressos internacionais, traduções de obras literárias e mobilidade acadêmica.
A passagem aérea Paris-Salvador- Paris foi concedida pela Embaixada da França, graças à colaboração da Sra. Irène Kirsch, atual Diretora do SCAC- Bureau Salvador.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Maria Bethânia canta Chico no TCA
Irène Kirsch e Maria Bethânia |
Jaques Wagner e Irène Kirsch |
Fatima Mendonça e Irène Kirsch/foto D.Vilhena |
O projeto Musical do Banco do Brasil fechou sua
temporada de 3 dias com uma filha da terra, Maria Bethânia, cantando Chico
Buarque no Teatro Castro Alves.
Em presença de seus familiares e de sua mãe
Dona Cano, com seus companheiros de palco, Maria Bethânia cantou sem parar e
declamou poesia, uma pequena lembrança de um show lindo no Teatro Vila Velha,
dedicado unicamente a poesia.
Ofereceu ao público baiano, um show lindo com
......
Na plateia, sentados na primeira fila, sua
família, o Governador Jaques Wagner e a primeira dama Fatima, que chama
Bethânia de minha rainha.
O Secretário de Cultura, Albino Rubim e sua
esposa Linda, também prestigiaram o artista.
A Adida de cooperação da Embaixada da França, Irène Kirsch, que
começou sua temporada em Salvador dia 2 de setembro de 2008 com show de Ivete
Sangalo e Angela Rôrô e logo depois acompanhada de Angela Andrade, com show de
João Gilberto, fecha seus 4 anos com chave de ouro, assistindo Maria Bethânia.
Conversou com a artista e lembrou de seu
encontro em Paris em 2005, quando dividiu o palco com Gilberto Gil no Zénith de
La Villette.
Que sorte!
Tambem aproveitou
para se despedir pessoalmente do Governador Jaques Wagner e da Primeira Dama
Fatima Mendonça, e do Secretario de Cultura Albino Rubim.
Irène Kirsch esta
deixando seu cargo e a Bahia após 4 anos a frente do Bureau Salvador-SCAC
Recife. A partir de setembro, assume seu novo cargo em Santiago do Chili. Não
tão longe para dar passadinhas na terra de São Salvador.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Bolsas na França para estudantes e professor de francês
A
Embaixada da França oferece outra bolsa
de estágio no Cavilam para professora e bolsas de Master para estudantes.
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Juliana Ramos Ferreira |
Thaise Almeida dos Santos |
Foi o amor que levou ao francês Marcia dos Santos Silva, pós-graduanda na UEFS em Letras e professora de francês. Meu marido foi fazer seu
doutorado em Paris. Então em 2001 fui morar na França e precisava falar a
língua para me comunicar e estudar. A minha relação com a França é de amor.
Paris é a minha segunda casa, tenho muitos amigos lá que são como família. Eu
gosto da cultura, da arquitetura, da culinária, do cinema. E hoje tenho uma
relação de trabalho também, uma vez que ensino francês língua estrangeira. Marcia assiste
aos programas da TV5 e utiliza seu site com os alunos e para seus estudos. Na
volta, quero continuar trabalhando na
área linguística, intensificando meus estudos no domínio da tradução. Pretendo
seguir carreira acadêmica, mas primeiro preciso cursar um mestrado e depois o
doutorado.
O Cavilam (Centre d’Approches Vivantes des Langues et des Médias) organiza um estágio de 70 horas de formação com
percursos temáticos que abrangem o ensino da língua, comunicação escrita ou
oral, civilização e cultura. Fundado em 1964, a cada ano o Cavilam recebe cerca
de 4000 estudantes e mais de 1000 professores do mundo inteiro.
Juliana Ramos Ferreira e Thaise Almeida
dos Santos estudantes de língua estrangeira aplicada/francês há 4 anos na
Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) viajam para França para preparar um Master com bolsa da Embaixada da França.
Juliana e Thaise já passaram
um semestre letivo na França no âmbito de um programa de intercâmbio entre a
UESC e a Université de La Rochelle. Voltam agora para a mesma universidade para
6 meses no Master 2, Langues étrangères
appliquées/langues culture et affaires internationales.
Para Juliana, a França é um país riquíssimo e acolhedor, onde tive uma experiência de
abertura de espírito muito importante. Admiro as suas contribuições para a
História da humanidade, no campo da produção cultural, dos avanços e conquistas
sociais. Thaise durante sua primeira estadia, se interessou pelo modo de vida e organização da sociedade
na França.
Juliana espera que durante a estada para
realização do master possa desenvolver
aptidões pessoais como a autonomia, capacidade de adaptação e leitura de mundo.
Profissionalmente, espero aprimorar minhas competências linguísticas e na minha
área de atuação, negociações internacionais, além de ter uma experiência
enriquecedora durante meu estágio profissional. Espero que ao retornar ao
Brasil eu possa aceder ao mercado de trabalho mais capacitada e com um
diferencial, afinal, no campo das negociações uma verdadeira imersão linguística
e cultural é essencial.
Thaise, por sua vez, pretende entrar no mercado de trabalho e atuar utilizando a língua francesa e a
língua portuguesa como instrumento de trabalho.
Estudantes da Bahia e de Alagoas no Programa Assistentes de português na França
Selecionados entre muitos
candidatos do país inteiro, Angelo de Souza Sampaio, Luciana Menezes Remonti e Lucas José Silva do Nascimento partem para França para passar um ano em colégio de
segundo grau como assistentes de língua portuguesa em Clermont-Ferrand, Lyon
e Strasbourg.
Angelo de Souza Sampaio, jovem de
23 anos, estuda francês há 4 anos na Universidade Estadual de Feira de Santana.
O francês entrou na sua vida de forma através da literatura. No liceu, leu
obras de Victor Hugo, Flaubert e Antoine de Saint-Exupéry, traduzidas para o
português e quis poder ter acesso direto a suas versões originais. Por isso, ao
entrar na universidade, escolheu o curso de francês. Além do curso na UEFS,
Angelo estuda sozinho pela internet, em sites de aprendizado de línguas
estrangeiras e em casa, com leitura de livros em francês. Também gosta de ler
notícias do Le Monde.
Lucas começou o francês ainda criança. Quando ouvia minha mãe e minha tia contando
os números em francês relembrando a época em que estudaram na escola, sentia-me
atraído pelos sons da língua. Eu achava muito divertido escutar aquela língua
diferente da minha e pensei que um dia eu poderia aprender. Aos 14 anos, tive
aulas de francês na escola. Um dia a professora nos presenteou com cartões
postais da França. No que eu ganhei tinha a imagem do rio Sena, fiquei muito
feliz. Na aula seguinte, me deu mais um com a imagem da cama de Louis XIV.
Quando cheguei à minha casa, escrevi no verso do cartão do rio Sena que um dia
tocaria as minhas mãos nas águas daquele rio... Hoje, Lucas estuda francês
há três anos e meio na UFAL e trabalha como professor de português para estrangeiros
numa empresa em Maceió.
Angelo de Souza Sampaio |
Em 2011, Angelo teve a
oportunidade de conhecer a França e passar um semestre de intercâmbio, na
Université Rennes 2, através do programa de intercâmbios de sua Universidade. Após essa experiência, pude perceber que a
França não é apenas Paris, tampouco a Torre Eiffel, como pensava antes, frisa. Gosto de música, Zaz e Bénabar
particularmente e de figuras fortes como Albert Camus ou Guy de Maupassant. Ao
voltar para o Brasil, pretendo dar continuidade aos meus estudos, realizar um
curso de mestrado e fazer um concurso público para trabalhar como professor de
francês.
Por sua vez, Luciana Menezes Remonti descobriu a língua francesa
já há 11 anos no ensino médio. Também estuda Letras/francês na Universidade
Federal da Bahia e em casa meia hora por dia. Surfa no site do canal da
televisão francófona TV5 para pesquisar fichas pedagógicas de músicas e também
pesquisa para fazer trabalhos. Também navega na parte que ensina francês só
para tirar algumas dúvidas. Luciana conta: foi
a língua francesa me escolheu porque não sabia que na escola pública ainda
existia o ensino da língua e fui para uma turma que só tinha a opção de francês.
Luciana Menezes Remonti |
Essa viagem será a segunda
viagem à França. Em 2003 fui à Paris no
âmbito do concurso Allons en France quando fui premiada. Quando voltar, vou terminar minha graduação,
quero dar continuidade aos estudos e ir à França outra vez para fazer mestrado
ou doutorado e no nível profissional. Quero desenvolver algum trabalho ligado
ao ensino.
Da Universidade Federal de Alagoas, o programa Assistants de portugais acolhe também Lucas
José Silva do Nascimento, estudante de Licenciatura em Letras/Francês e
bailarino.
Lucas José Silva do Nascimento |
Lucas gosta de cinema, a Nouvelle Vague, Godard, Truffaut e os absurdos de Louis Malle, e pela
nova geração do cinema canadense da vertente francesa. Através do balé conheci
Debussy, Maurice Ravel, Camille Saint-Saëns. Serge Gainsbourg com sua forma
única de cantar e escrever trouxe à poesia para a música com irreverência e
ousadia, gosto muito de ouvi-lo. Uma das coisas que mais me chama a atenção na
TV5 são os intervalos dos programas nos quais podemos aprender sobre a língua e
a cultura francesa com é o caso do programa Merci professeur com o professor Bernard
Cerquiglini, sempre com suas dicas sobre a língua francesa.
Será a primeira viagem de Lucas no exterior. Como sou professor de português para estrangeiros,
quero ter essa experiência em outro país para apresentar a minha cultura e em
troca viver a cultura francesa que só conheço através dos filmes, livros e
internet. Depois de voltar ao Brasil, quero trabalhar com a língua francesa,
ensinando ou pesquisando na Universidade. Espero que essa oportunidade de viver
na França possa trazer boas propostas de trabalho no Brasil.
Edney Rangel Torres conta sua experiencia como Assistente de português na França
Edney Rangel Torres |
Edney Rangel Torres |
Minha experiência
na França...
Um ano e sete meses de muito aprendizado, conhecimento, cultura,
diversão e trabalho.
Tudo começou quando fui selecionado no concurso nacional
da Embaixada da França no Brasil para o posto de Assistente de Professor de
Língua Portuguesa 2010 em três escolas na França, os Liceus Evariste Galois (Sartrouville), Saint
Exupéry (Mantes-la-Jolie) e o Colégio Guy
de Maupassant (Houilles) pela Academia de Versalhes. Com uma carga horaria
de 12 horas semanais, utilizava o resto do tempo para conhecer os pormenores da
cultura francesa. Um processo de ensino/aprendizagem desenvolvido ao longo do
ano escolar com os alunos, professores, funcionários dos estabelecimentos e
também com os demais Assistentes de Línguas Estrangeiras de outros países. Uma
excelente oportunidade de divulgar a cultura brasileira, mostrar o que nós
temos de melhor e desconstruir preconceitos tais como o “Brasil é só samba,
futebol e mulher”.
Na sala
de aula encontrei vários desafios: ensinar a língua portuguesa como língua
estrangeira (para alunos descendentes de portugueses, cabo-verdianos,
brasileiros e franceses), fazer o paralelo entre a norma portuguesa e a norma
brasileira, conhecer o sistema educacional francês, interagir com os estudantes
e promover aulas de interesse dos alunos. Com muito esforço e dedicação o trabalho
foi realizado com sucesso. Mas, a aventura na França não acaba por aqui!
Três
meses antes do visto expirar, fui até a prefeitura da cidade onde eu morava e
pedi informações sobre a “Carte de Séjour”, permissão para residir legalmente
no país. Para isto, era preciso comprovar residência e ter um contrato de
trabalho de duração mínima de um ano. Ao terminar o contrato de Assistente de
Professor, trabalhei como Assistente de Educação na Escola La Bussie (Vauréal),
na função de supervisor controlando o acesso e a saída dos alunos a escola, durante
os intervalos e quando necessário fazia contato com os pais dos alunos
solicitando justificativa da ausência dele(s). Neste trabalho, aprendi mais
sobre a educação e o regimento interno das escolas na França. Porém, a duração
do contrato era inferior à requerida pela prefeitura para a solicitação da
“Carte de Séjour”.
Depois
de muita procura encontrei um Contrato de Duração Indeterminada (CDI) na
empresa SOREST, uma empresa especializada em produtos naturais e pratos para
bebês e pessoas idosas que têm dificuldades em mastigar. Com este contrato pude
permanecer legal no país por mais um ano. Nesta empresa, comecei como motorista
de entrega de refeições em escolas, creches, prefeituras e casas de repouso
para idosos. Duas semanas depois, foi promovido a um cargo de responsabilidade
na empresa. Desde então, passei por uma formação de capacitação para o posto,
onde controlava todos os produtos, desde a recepção, armazenamento, produção,
embalagem, preparação das encomendas e envio para os clientes. Um posto que
exigia muita atenção, responsabilidade e cuidado no manuseio dos produtos
alimentícios.
Neste
mesmo período, fui aprovado em três universidades (Sorbonne Nouvelle Paris 3,
Nanterre Université e Paris Diderot) para fazer o Mestrado em Didática de
Línguas, no entanto, com este novo contrato, não pude cursar o mestrado, pois
as aulas chocavam com o horário de trabalho.
Contudo,
esta viagem foi sem dúvida a maior experiência que já vivi! Além do crescimento
profissional, tive um grande crescimento pessoal, conheci pessoas incríveis e
únicas, aprendi a “me virar” sozinho, aprendi a ser pontual e desenvolvi muitas
qualidades éticas e morais. Uma experiência a reviver!
Edney
Rangel Torres
Formado
em Letras com Francês
pela Universidade Estadual de Feira de Santana.
Contato:
ertorres@live.fr
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