domingo, 10 de outubro de 2010

Etnólogo Jean-Yves Loude ministra seminário na UFBA

Jean-Yves Loude


I.Kirsch, JY. Loude, V.Lièvre, D.Lemos
fotos Irène Kirsch

Cabo Verde
Cabo Verde
Cabo Verde
Cabo Verde
São Miguel
São Tome e Principe
São Tome e Principe
São Tome e Principe
Tchiloli
Tchiloli
Tchiloli
fotos Viviane Liève
O Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA (IHAC) e o SCAC Salvador, com apoio da Région Rhône-Alpes receberam o etnólogo, escritor e viajante Jean-Yves Loude para dois seminários O encontro da África e da Europa e Pepitas brasileiras dias 4 e 5 de outubro.

Durante dois dias, Jean-Yves Loude comunicou para a plateia seu entusiasmo de criança e suas descobertas fora dos caminhos oficiais sobre a África e o Brasil. Tocou música, apresentou seus livros, mostrou fotos de sua parceira e esposa, Viviane Lièvre e acima de tudo contou histórias maravilhosas. Durante duas tardes, voltamos a infância e nos transformamos em exploradores da alma humana.
Jean-Yves, obrigada por essas viagens inéditas.

Durante vinte anos, Jean-Yves Loude e sua mulher, Viviane Lièvre, ambos etnólogos, percorreram os países africanos de língua portuguesa. Da efervescência musical em Cabo-Verde ao teatro ritual nas ilhas de São Tomé e Príncipe, do Mali medieval a Lisboa, cidade negra, eis o longo caminho de um escritor viajante a procura da resistência das culturas populares. Nas suas narrativas de viagem, o escritor e etnólogo Jean-Yves Loude dirige investigações quase policiais sobre as consequências imprevistas das Grandes Descobertas portuguesas e salientam a emergência de várias culturas nascidas entre povos oriundos das bodas brutais da Europa com a África.

Após anos de viagem pela África chegou a hora dessas buscas prosseguirem no Brasil, cuja notória vitalidade provém, em grande parte, da impetuosa vontade de sobreviver sentida por milhões de Africanos e seus descendentes submetidos à escravidão durante séculos. Mais uma vez, Jean-Yves Loude e Viviane Lièvre resolvem viajar por trás da fachada da História oficial e da muralha dos preconceitos redutores, ao encontro dessa criatividade dos Afro-descendentes.
Jean-Yves Loude publicou mais de quarenta livros, muitos dos quais na editora Actes Sud.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A Pousada des Arts, um cantinho especial

O cineasta Amos Gitai ao lado do seu anfitrião Eric Gouguenheim

Vista para a baía de Todos os santos com direito a rede e sucos de frutas naturais

O espaço é enorme, mas é superaconchegante

A Pousada des Arts vista de fora

O SCAC de Salvador vai dividir com seus leitores os seus parceiros nesses dois anos de trabalho na Bahia e começamos pela Pousada des Arts que recentemente hospedou o cineasta franco-israelense Amos Gitai e seu produtor Laurent Truchot. Um casarão deslumbrante e que só após três anos de obras realizou o sonho de Rose e Eric Gouguenheim: fazer da Pousada des Arts, um casarão colonial do século XVIII, localizado no Centro histórico de Salvador, tombado desde 1985 pela UNESCO como patrimônio da humanidade, um cantinho especial. Localizada no bairro de Santo Antônio, a cinco minutos da constante animação do Pelourinho, parece um pedaço do interior, com seu largo e sua paz. Com uma clientela fiel se formou durante esses anos, Rose e Eric tem como objetivo compartilhar com os hóspedes a paixão que nutrem por Salvador, cidade na qual se misturam raças e culturas, onde a música e a dança estão onipresente, o maior Carnaval de rua do mundo e a felicidade deste povo tão aconchegante se unem na maior harmonia. Na Pousada des Arts a gente se sente em casa.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

AMOS GITAI UM CINEASTA NAS RUAS DE SALVADOR

Laurent Truchot e Amos Gitai no MAM - Bahia
Amos Gitai passeia na Feira de São Joaquim
Amos Gitai sempre com a câmera na mão...

Com a jornalista Deolinda Vilhena e o produtor Laurent Truchot
Legumes, frutas, verdura e cores chamavam atenção
Na Sala de Arte-Cine Vivo com Bernard Attal e Deolinda Vilhena
Com Irène Kirsch, Sofia da SECULT e Marcelo da Sala de Arte-Cine Vivo
Com Vavá, Irène e Márcio no caruru dos santos
Com Zebrinha e Márcio Meirelles na sede do Balé folclórico da Bahia
Passeio pelas ruas do Pelô em companhia de M. le Secretaire
Amos e Marcio em papo animado a caminho do Caruru dos santos
Balançando o Pelô em companhia de Márcio, Laurent e Suzana

Amos passeia pela Igreja do Passo
As escadas da Igreja do Passo fotografadas por Amos Gitai
Fotos Irène Kirsch
Um cineasta sem fronteiras
O cineasta israelense Amos Gitai está no Brasil à convite da Embaixada da França e da Culturesfrance – órgão encarregado da promoção da cultura francesa no exterior – para acompanhar uma retrospectiva de sua magnífica obra nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Patrocinada pelo governo francês, a viagem de Amos ao Brasil é um exemplo do melhor que a França oferece ao mundo e prova do quanto o cinema francês é um cinema aberto para o mundo.
Dono de uma filmografia que inclui obras-primas como “Kadosh” e “O Dia do Perdão”, Amos firmou-se no circuito internacional como um dos grandes do cinema político, ao lado de Costa-Gavras e Ken Loach.
Nascido em 1950 em Haifa, dois anos depois da criação do estado de Israel, Amos Gitai realizou cerca de quarenta filmes, entre documentários e ficção, que exploram a história de Israel e do Oriente Médio e são testemunhas de sua trajetória interna, abordando temas como o exílio, a fronteira, a religião, a utopia e a noção de lar.
Filho de um arquiteto da Bauhaus, que emigrou para Israel e adotou o sobrenome Gitai que significa “o que tira o suco da uva, o que prepara o vinho”. Do avô, veio a idéia de dar-lhe o nome de Amos, o mais socialista dos grandes profetas judeus. Reza a lenda que o nome faz o homem, no caso de Amos Gitai ele estava predestinado a ser um um cineasta de esquerda.
Em 1983, depois dos polêmicos House e Field Diary, mudou-se para Paris, retornando Israel apenas quando da eleição de Yitzhak Rabin, mas não perdeu o contato com o país, e a maioria de seus filmes são coproduções entre Israel e a França.
Hoje divide-se entre Tel Aviv e Paris, na verdade mora no mundo, num mundo sem fronteiras, chegou há cinco dias no Brasil, estava no Festival de Haifa, depois de passar por Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre, retorna a Paris onde será homenageado em grande estilo no Beaubourg.
Na verdade, Amos completa 60 anos no próximo dia 11 de outubro e o Ministro da Cultura da França, Frédéric Mitterrand, ao lado de Alan Seban, presidente do Centro Pompidou, presta uma homenagem ao cineasta no dia 12 de outubro, com a exibição de seu filme “Carmel”, com direito a presença da equipe do filme e a fina flor da intelectualidade francesa. A França sai na frente e oferece as honras devidas a esse que é, sem dúvida, o maior cineasta israelense de todos os tempos e um dos grandes nomes do cinema internacional.
Se tudo der certo Amos volta ao Brasil ainda este ano, atendendo convite do amigo Leon Cakoff, criador do mais antigo festival internacional de cinema no Brasil, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, realizada anualmente desde 1977, sempre no mês de outubro. Até o final do ano ele tem na agenda viagens à China e ao Japão. Rodinha nos pés é pouco para ele...asas tornariam sua vida mais fácil.
Sua programação em território brasileiro foi intensa. Na Bahia com a coordenação da Adida cultural da França, Irène Kirsch em parceria com o circuito da Sala de Arte e pela Secretaria de Estado de Cultura do Governo da Bahia, incluiu a exibição de três filmes de Amos Gitai na Sala de Arte Cine Vivo de 24 a 27 de setembro. Mas o ponto alto foi o encontro do cineasta com o público baiano na noite de 28 de setembro, pilotada pelo cineasta francês radicado na Bahia, Bernard Attal e por essa colunista de vocês.
No Rio de Janeiro Amos é um dos destaques do Festival International de Cinema, e foi programada uma retrospectiva de 10 filmes, entre os quais Alila, Kippur - o dia do perdão, Esther, News From Home, Free Zone, Kadosh, Kedma, Berlin Jerusalém, Golem o espírito do exílio e Aproximação.
Na sequência Amos estará em Porto Alegre onde a Aliança Francesa e o Santander Cultural – belíssimo centro cultural no centro da cidade onde ministrei com muito orgulho minha oficina de Introdução à produção teatral durante o Poa em cena – organizaram uma Mostra Especial composta por algumas obras inéditas para os gaúchos, algumas das quais serão exibidas apenas uma vez. Entre essas maravilhas, dois filmes da Trilogia do Exílio contam com a participação da companhia Tanztheater Wuppertal de Pina Bausch.
De quebra Amos participará de dois encontros com o público, amanhã, sábado, em sessão comentada por ele de “Kadosh – Laços sagrados” e domingo, com a participação mais do que especial de Moacyr Scliar e de Laurent Truchot, produtor de Amos. Depois de três semanas produzindo o maior festival de teatro da América Latina, estou certa de que Porto Alegre receberá comme il faut Amos Gitai. Confesso que já dei minha contribuição agendando um encontro de Amos com Luciano Alabarse, o que conheço dos dois me autoriza a dizer que Porto Alegre só terá a ganhar se essa dupla engrenar. Aguardemos pois boas novas.
Um sabra nas terras do Senhor do Bonfim
A sensação que tenho após dois dias ao lado de Amos Gitai é a de ter conhecido um verdadeiro sabra, nome dado aos judeus nascidos em Israel numa alusão à fruta do mesmo nome que cresce nos cactus da região, dura e espinhosa em seu exterior ela é suave por dentro. Por sua estatura e seu porte, os grandes óculos escuros e a roupa invariavelmente preta, o primeiro contato é impressionante, principalmente quando se sabe que, antes de ser cineasta, ele foi soldado da Tsahal – o exército israelense. Mas o primeiro sorriso de Amos, ainda no aeroporto de Salvador, confirma a teoria do sabra. Ele é simplesmente adorável. O que não deixa de ser uma agradável surpresa para quem entendeu há muito tempo, que um grande artista não é, obrigatoriamente, um grande ser humano. Amos faz parte da exceção que confirma a regra.
Suas visitas ao Brasil não são nenhuma novidade. Amos já é de casa. Mas se ele já conhecia São Paulo, Rio, Brasília e Manaus ainda não havia tido a oportunidade de conhecer Salvador, para ele terra de Glauber Rocha, cineasta com o qual se identifica graças a suas “imagens ao mesmo tempo poéticas e delirantes”, como disse em entrevista a Ludmila Carvalho do jornal A Tarde.
Amos chegou a Salvador informando a Irène Kirsch que gostaria de prolongar em algumas horas sua estada na capital soteropolitana e poder descobrir a beleza da cidade. Pedido feito, pedido aceito pois a um gênio nada se nega.
Hóspede de Eric e Rose Gugghenheim na charmosíssima Pousada des Arts no bairro de Santo Antônio, com vista para a Baía de Todos os Santos, e em companhia de seu produtor e amigo, Laurent Truchot, Amos não perdeu tempo. Pouco depois de chegar, máquina fotográfica em punho, saiu rumo à Igreja do Paço, estrela do filme O Pagador de Promessas. Logo depois tomou o rumo do Pelourinho, na agenda um encontro com o Secretário de Cultura da Bahia, Marcio Meirelles que o convidara para um caruru dos santos na sede do Balé Folclórico da Bahia. Durante o percurso, feito a pé, os dois tiveram a oportunidade para uma primeira conversa.
Enquanto Laurent traçava o caruru com tudo o que tinha direito, Amos imitava Irène Kirsch e encarava um prato de arroz. A culinária baiana não é para principiantes...depois do almoço visita a igreja de São Francisco e muitas, muitas fotos. Depois a oportunidade de conferir a campanha eleitoral no Brasil, com direito a corpo-a-corpo na frente do Elevador Lacerda.
Acompanhado por Bernard Attal seguiu para a Sala de Arte-Cine Vivo, no Itaigara, em dia de comício e jogo do Bahia, com direito a todos os engarrafamentos da cidade. Mas chegou a tempo de conceder uma entrevista antes do bate-papo com o público onde mostrou não só seus conhecimentos, mas também seu jogo de cintura para fugir de perguntas mal formuladas. Ou das ciladas. Em companhia dos organizadores da mostra na Bahia, Amos terminou sua primeira noite na capital soteropolitana entregue aos prazeres da gula no restaurante Amado.
Na manhã de quarta-feira a melhor de todas as novidades: Amos quer filmar no Brasil, e já escolheu a cidade: Salvador. Segundo ele, belíssima. As negociações devem começar após as eleições e já estou na torcida por Jaques Wagner – para quem não sabe o governador é judeu e fala muito bem a língua de Molière o que facilita as negociações com Amos.
Após o anúncio da novidade, Amos em companhia de Irène Kirsch e Laurent Truchot visitou a feira de São Joaquim, onde fez uma enxurrada de fotos. Se eu fosse Marcio Meirelles já estaria encomendando algumas delas e programando uma exposição, pois além de grande cineasta ele é conhecido pelo seu talento como fotógrafo.
Depois da feira de São Joaquim, Amos fez questão de visitar o Museu de Arte Moderna da Bahia; e sua lente registrou o prédio do Solar do Unhão, sua capela e a escada de Lina Bo Bardi...
Antes de partir rumo ao Rio de Janeiro, pausa na Marina para almoço no Soho, combinado de sushi e sashimi de salmão e atum com cerveja Bohêmia. Na despedida troca de e-mails, telefones, endereços, encontros marcados em Sampa, Paris e Tel Aviv, projetos vários. Deixou de presente um livro para Marcio Meirelles, outro para Monique Badaró e outro para essazinha que vos escreve. Todos devidamente autografados.
Pude observá-lo de perto, segundo Caetano de perto ninguém é normal...sou obrigada a discordar, afora a genialidade que aflora – basta observar a maneira como ele olha o mundo, a maneira como segura a máquina e dirige a lente em uma determinada direção, usando uma determinada luz – ninguém diria que aquele homem imenso, com cara de poucos amigos e sorriso doce, é um dos maiores nomes do atual cinema mundial. Que tenha sido apenas o primeiro de muitos outros encontros. Além de ser um dos meus cineastas preferidos, ele poderia ser um dos meus amigos preferidos. O tempo dirá...

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4710517-EI11348,00-Amos+Gitai+em+solo+brasileiro.html

domingo, 26 de setembro de 2010

SoKo faz show em Salvador



fotos Irène Kirsch

SoKo se apresentou ontem no festival No Ar Coquetel Molotov em Salvador na Concha Acustica do TCA, com patrocínio da Petrobras e o apoio da Embaixada da França e CulturesFrance.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cineasta Amos Gitai em Salvador

Amos Gitai
Hanna Laslo, Natalie Portman, Hiam Abbas (Free Zone)

Hippolyte Girardot (Mais tarde voce vai entender)

Jeanne Moreau e Amos Gitai
Juliette Binoche (Aproximação)
Amos Gitai e Juliette Binoche
fotos divulgação

O Circuito Sala de Arte, a Embaixada da França no Brasil e a SECULT em parceria com CulturesFrance recebem o diretor israelense Amos Gitai para um encontro com o público no Cine Vivo. Também está programado um ciclo de seus filmes, com a exibição de Free Zone, Aproximação e Mais tarde você vai entender. A retrospectiva também passa por Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Free zone (2005): Rebecca (Natalie Portman), americana, vive em Jerusalém há alguns meses. Acabou de romper o seu noivado. Ela entra num táxi conduzido por Hanna (Hanna Laslo), uma israelense. Mas Hanna está a caminho da zona franca, na Jordânia, onde deve receber muito dinheiro do Americano, o sócio de seu marido. Mas quando chegam, Leila (Hiam Abbass), uma palestina, informa que o dinheiro sumiu.
Free zone participou do Toronto International Film Festival e da Seleção oficial do Festival de Cannes em 2005 onde Hanna Laslo venceu o premio de interpretação feminina.

Mais tarde você vai entender (2008) : Victor (Hippolyte Girardot), quarenta anos, recolhe-se diante de um muro em memória dos deportados. Cerca de vinte anos antes, em um apartamento entulhado de inúmeros objetos, barganhados em feiras durante toda uma vida, Rivka (Jeanne Moreau) prepara uma refeição para uma conversa com Victor, seu filho. Da televisão, ouve-se distintamente o início do processo de Klaus Barbie, o testemunho de uma sobrevivente. A emoção de Rivka, contida, é, entretanto, palpável. No escritório de Victor, a rádio também divulga o processo. Ele está mergulhado em numerosos documentos, tentando colocar certa ordem na história familiar.
Mais tarde você vai entender participou do Berlin International Film Festival e do Toronto International Film Festival em 2008.

Aproximação (2007): Instalada na França, Ana (Juliette Binoche) encontra Uli (Liron Levo), o seu meio-irmão israelense, que chega ao hexágono, pois seu pai acaba de falecer. Ela decide voltar a Israel com ele, em busca da filha que ali abandonou ao nascer, há vinte anos. Ambos viajam de carro, de trem e de navio, atravessando fronteiras, da Europa ao Oriente Médio. Eles acabam por chegar em meio à agitação e à intensa emoção da retirada das tropas israelenses de Gaza.
Aproximação participou da Bienale de Venezia e do Toronto International Film Festival em 2007.

Não perca !
Cinema: Ciclo Amos Gitai
24.09, 21h, Free zone
25 e 27.09, 21h, Mais tarde você vai entender
26.09, 21h, Aproximação

Cinema: Encontro com Amos Gitai
28.09, 20h, Cine Vivo (Shopping Paseo Itaigara, rua Rubens Guelli, 135)
aberto a convidados



sábado, 21 de agosto de 2010

Sai resultado do edital France Libertés para montagem de espetáculo teatral

A Farsa da Grande Fortuna, projeto de Deusi Magalhães, foi selecionado para a montagem que terá como base texto Reconsiderar a Riqueza do filósofo francês Patrick Viveret.

A Secretaria de Cultura do Estado–SecultBA anuncia o projeto selecionado através do edital lançado em parceria com a Fondation France Libertés Danielle Mitterrand para montar espetáculo teatral com base no texto Reconsiderar a Riqueza do filosofo francês Patrick Viveret. O projeto escolhido foi criado pela atriz e produtora teatral Deusi Magalhães e será apresentado gratuitamente no evento Eco-Brechó a ser realizado no parque de Pituaçú em outubro deste ano.

Montar esse texto nos permite uma troca de visões de mundo, tendo sido escrito em francês, ele será montado pela primeira vez aqui no Brasil, a partir da representação que fazemos do mundo, dos valores sobre a riqueza, etc. Então vamos testar, porque mesmo tratando do mesmo assunto, o espetáculo baiano irá mostrar nossas particularidades. Além do mais, esta é uma boa oportunidade para tentarmos restabelecer elos entre a arte, a cultura e os fundamentos éticos, a vida em sociedade, afirma a assessora de Relações Internacionais da SecultBA, Monique Badaró.

O projeto conta com a participação de outros artistas baianos como Alda Valéria que divide com Deusi Magalhães a direção do espetáculo, Ilma Nascimento na produção, Luiz Parras na direção de arte, Jarbas Bittencourt na direção musical, Aparecida Oliveira, Giovani Nascimento, Jorge Batista e Leandro Reis na atuação.

O texto será criado a partir de um roteiro e será desenvolvido em processo colaborativo com os atores durante o mês de agosto. A unidade dramática estará a cargo da dramaturga Ilma Nascimento. Numa segunda etapa, já com os textos das cenas definitivos, o ensaio será direcionado para a composição cênica da peça que contará com uma trilha sonora original de Jarbas Bittencourt, afirma a proponente do projeto Deusi Magalhães.

Reconsiderar a Riqueza – Conhecido em todo mundo, o célebre texto francês trata dos fatores sociais, culturais, éticos e ambientais da sociedade. Em 2001, o então secretário de Estado para Economia Solidaria, Guy Hascoet, encomendou a Viveret a missão de Estado de apresentar um detalhado relatório sobre os novos indicadores do desenvolvimento econômico com intuito de valorização desse desenvolvimento. Para isso, Viveret que também é economista, se juntou com diversos outros economistas de renome internacional para criar essa publicação.

Eles compreenderam um novo paradigma de desenvolvimento onde o foco do crescimento da economia deve estar ancorado nos valores humanos e ecológicos, com destaque para as riquezas humanas, sociais, éticas e culturais dos povos e nações. Após a primeira publicação, foi criado um coletivo de economistas, políticos, sociólogos, filósofos e pensadores independentes para dar continuidade ao trabalho.

Nos últimos anos, a Fondation France Libertés que luta há mais de 20 anos pela defesa dos Direitos Humanos, ingressou nesse coletivo incorporando intelectuais e ativistas que trabalham no eixo franco brasileiro como Henryane de Chaponay, Celina Whitaker e André Abreu de Almeida.

Investimentos – Desde 2007, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia comprometeu mais de R$ 32 milhões em ações para teatro em todo o Estado, sendo que aproximadamente R$ 5 milhões foram investidos em editais; R$ 18 milhões em projetos patrocinados e apoiados respectivamente pelo Fazcultura e Fundo de Cultura; R$1 milhão em requalificação de espaços e mais de R$ 7 milhões em ações de festivais, apoio a teatros e outras ações.
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Assessoria de Comunicação
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Joven bahiano ganhou viagem para a França com o Programma Allons en France




Paulo Henrique Soares Pereira chegou de viagem. Com o programa do Ministério das Relações Exteriores e Européias, Allons en France 2010 Tradição e inovação, o espetáculo do cotidiano, ele passou com mais 170 jovens do mundo, 10 dias na França.

Allons en France é um desenvolvido há 12 anos no âmbito das ações de valorização do francês no mundo. Ele recompensa a cada ano os melhores estudantes francófonos oferecendo uma viagem à França.
Para ganhar o concurso, com três outros jovens brasileiros, Paulo Henrique escreveu um texto de rap sobre o tema da cultura urbana incluindo dez palavras obrigatórias, que são as palavras da Semana da língua francesa que começa dia 20 de março com o Dia Internacional da Francofonia.
Eis o que Paulo Henrique conta:
No dia 6 de julho eu embarquei com destino a França pelo programa Allons en France, e graças a Deus, a coordenação do programa, aos animadores e a todos os jovens que participaram a viagem foi incrível. Como já falei no geral a viagem foi maravilhosa, mas eu destaco alguns pontos que mais gostei nos 10 dias que passei na França.
A quinta-feira dia 8 de julho foi “inoubliable”, passamos o dia todo fazendo um passeio em um “bus touristique” conhecendo os principais pontos turísticos de Paris, durante a noite participamos de um Karaokê muito divertido, onde cantamos e dançamos muito, que foi realizado no salão de festas da “cité universitaire.
No dia seguinte conhecer a parte moderna de Paris (que é o Quartier de la Défense) foi ótimo, pois apesar da arquitetura parisiense ser algo que vemos em pouquíssimos lugares, por ser única e singular, onde impera o estilo clássico das residências dos séculos XVIII e XIX. Saber que a modernização e o progresso podem ser aliados a história sem apagá-la ou levá-la a um pequeno espaço que em muitos lugares é chamado de centro histórico. A tarde foi mais incrível ainda, tivemos das 14h: 00min às 16h: 30min para ficarmos passeando pela Champs Elysées foi uma experiência magnífica.
O fim de semana merece destaque entre os dias que mais me agradaram. No sábado fomos para o parque futurístico, chamado Futuroscope que fica na cidade de Poitiers, lugar em que fomos de TGV(outra experiência ótima), nesse parque duas atrações me chamaram atenção, a primeira foi a animação em 4D (Arthur), onde simulava uma aventura numa nave especial pelo subterrâneo terrestre para salvar o líder de seu grupo, algo surreal e incrível, voltei realmente a ser criança embarcando nessa aventura. A outra foi a “dança das Águas”, um espetáculo de luz e cores, música, dança, muitos efeitos de computação gráfica e a água como elemento principal da apresentação, algo surreal, indescritível.
No domingo seguimos diretamente para La Rochelle, pequena cidade, cheia de história, que ainda preserva sua arquitetura, digamos do tempo medieval. La vi artistas de ruas incríveis, que iam desde tocadores de violoncelos até um pintor que fazia quadros no chão com giz de cera. Almoçamos em um restaurante em frente as bancas dos artistas de rua, um programa bem parisiense, sublime!
Na terça-feira fomos à “Porta aux Cerises” onde poderíamos escolher diversas atividas, desde curso de cozinha até algo mais radical como arvorismo. Fiz aula de salasa pela manhã, e pela tarde o arvorismo, atividade radical e muito boa.
O feriado do 14 de julho é outro show a parte, o desfile infelizmente foi estragado pela terrível chuva, o que fez com que não fosse visto praticamente nada, Mas felizmente a chuva passou no fim da trade permitindo todos irem assistir a queima de fogos aos pés da Tour Eiffel, algo inesquecível.
O último dia talvez tenha sido um dos melhores,talvez por termos experimentado andar por Paris “livremente” sem animadores, é verdade que o grupo com que saí decidiu fazer compras, eu não fiquei atrás, mas a experiência com certeza foi ímpar, cheguei a me sentir um habitantes de Paris.
A festa de despedida realizada na Tour Montparnasse, foi perfeita, o ar de despedida e um pouco de tristeza tomava conta da gente, por isso que aproveitamos cada segundo que ainda restava. Eu dancei muito, fui até o último andar da Torre para ver Paris de cima, fiz tudo com que minha viagem fosse fechada com chave de ouro!

Paulo Henrique Soares Pereira